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Governo gaúcho estuda afrouxar restrições a comércio e restaurantes a partir do fim de semanaGoverno gaúcho estuda afrouxar restrições a comércio e restaurantes a partir do fim de semana

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Publicado em 06/04/2021, Por GZH

Pode mudar nos próximos dias, mas, neste momento, a intenção do governo gaúcho é afrouxar mais as restrições às atividades econômicas. A tendência é de que o comércio volte a abrir as portas no fim de semana. E os bares e restaurantes, que hoje operam de segunda a sexta-feira, até as 18h, passariam a funcionar até as 22h, inclusive aos sábados e domingos.

Há uma série de dados que sustentam essa disposição do governo, mas o principal está na ocupação dos leitos clínicos. Nesta segunda-feira (5) à tarde, 48% desses leitos estavam ocupados no Rio Grande do Sul. No dia 17 de março, para se ter uma ideia, a taxa era de 82%. Essa queda indica que, dentro de algumas semanas, um recuo mais significativo também deve ocorrer nos leitos de UTI.

Mas o decorrer desta semana será crucial para a decisão de Eduardo Leite. O comitê científico que assessora o governador deve apresentar na quinta-feira (8) um detalhado estudo para subsidiar os próximos passos. Se a ocupação dos leitos clínicos, entre outros índices, continuar caindo no Estado, as flexibilizações devem ser anunciadas na própria quinta ou na sexta-feira (9).

Uma preocupação do governo se refere à maneira de comunicar os afrouxamentos sem transmitir à sociedade uma falsa impressão de retorno à normalidade. A avaliação interna é de que um certo desdém da população, durante o verão, contribuiu para o agravamento da pandemia entre fevereiro e março.

– Precisa ficar claro para as pessoas que a situação ainda é delicadíssima, ainda mais com a proximidade do inverno – diz um interlocutor de Eduardo Leite.

Quer dizer: conforme o frio vai chegando, outras doenças respiratórias e síndromes gripais tendem a pressionar o sistema de saúde. O governo do Estado sabe que as emergências e os pronto-atendimentos precisarão de um fôlego ainda maior para abarcar essa nova demanda. Essa, aliás, é outra questão que incomoda epidemiologistas e diretores de hospitais.

Há semanas eles repetem que o governo só deveria flexibilizar as restrições depois que houvesse resultados concretos perceptíveis. Com as UTIs ainda em crise, o ideal seria de endurecer ainda mais as medidas, mas Leite têm argumentado que “o fôlego econômico não se sustenta por mais tempo”.

(FOTO:  FELIPE DALLA VALLE/ PALÁCIO PIRATINI)





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