A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou, nesta sexta-feira (16/1), o sexto boletim do Programa Balneabilidade temporada 2025/2026. Os dados são referentes às coletas de águas realizadas entre os dias 12 e 13 de janeiro de 2026. Dos 96 pontos monitorados em todo o Rio Grande do Sul, seis estão impróprios para banho, aponta o relatório.
Nesta semana, todos os pontos analisados no Litoral Norte continuam próprios para banho. Dois locais de monitoramento em Pelotas — na Praia do Totó e no Balneário Valverde, na Avenida Sen. Joaquim A. Assumpção — saíram da lista impróprios, enquanto o Balneário do Rio Camaquã, em Cristal, passou a integrar a relação.
Locais impróprios para banho nesta semana (Município — Balneário/Praia)
Sexto boletim de Balneabilidade
O ponto de coleta da Lagoa Peixoto, em Osório, apresentou alto índice de cianobactérias (129.267 células/ml — o limite é 50.000 células/ml), o que indica condições de eutrofização (excesso de nutrientes). Além do local estar impróprio ao banho, os gêneros predominantes de microrganismos (Microcystis sp., Aphanocapsa sp. e Raphidiopsis sp.) são potenciais produtores de microcistinas, e a exposição a essa água pode levar a intoxicações agudas ou crônicas.
O Programa
O Balneabilidade, que determina se um local está próprio ou impróprio para banho, é executado pela Fepam, com o apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep).
O programa monitora 96 pontos de praias e balneários de 45 municípios do Estado. Este ano, passaram a receber coleta e análise a Lagoa Rondinha, no município de Balneário Pinhal; o Parque Náutico, em Capão da Canoa; e o Balneário Klérfim Cardoso, na cidade de Piratini.
A divulgação dos resultados acontece sempre às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam, nas placas fixadas em praias e balneários nos locais de divulgação e no webaplicativo do Balneabilidade. Os boletins serão divulgados até 27 de fevereiro.
O projeto é realizado anualmente pela Fepam desde 1979, integrando a Operação Verão Total, desenvolvida pelo governo do Estado.
Classificação das águas
Para a classificação das águas como próprias ou impróprias para banho, utilizam-se parâmetros de Escherichia coli (E.coli), observando os critérios definidos pelas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 274/2000 e 357/2005.
Nos balneários de Pelotas; Tapes; na Lagoa do Peixoto, em Osório; na Praia da Barrinha, em São Lourenço do Sul; na Praia da Picada, em Barra do Ribeiro; e em Arambaré também são consideradas as cianobactérias.
O resultado de cada boletim está condicionado a cinco semanas anteriores de monitoramento. Se, ao longo desse período, duas ou mais amostras do conjunto apresentarem resultado superior a 800 para E.coli ou, ainda, se a amostra mais recente das cinco avaliadas apresentarem resultado maior que 2 mil para E.coli, o ponto será classificado como impróprio. O mesmo ocorre se a contagem de cianobactérias extrapolar 50 mil células.
Recomendações aos banhistas:
Texto: Cassiano Cavalheiro e João Pedro Flores/Ascom Fepam / Edição: Secom
Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Foto: Grupo RSA de Comunicação / Rádio Sananduva Ltda