O tráfego de veículos nas rodovias do Rio Grande do Sul cresceu 1,5% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O resultado combina comportamentos distintos entre os segmentos: enquanto o fluxo de veículos leves avançou 2,8%, o de pesados recuou 2,7%.
Em setembro, o tráfego total ficou 5,2% acima do registrado no mesmo mês de 2025, com alta de 8,2% dos veículos leves e queda de 4,2% dos pesados.Na comparação mensal, o movimento nas rodovias gaúchas também avançou. Entre agosto e setembro, o índice cresceu 2,0%, após ajuste sazonal. Em termos desagregados, o fluxo de veículos leves subiu 2,8%, enquanto o de pesados recuou 0,9%. Considerando os últimos 12 meses, o tráfego agregado no estado acumulou alta de 2,3%. Nesse intervalo, o fluxo de veículos leves cresceu 3,5%, enquanto o de pesados apresentou retração de 1,8%.
Para Alexandre Fontes, superintendente de Negócios B2C da Veloe, os resultados evidenciam comportamentos distintos entre veículos leves e pesados. “Os leves apresentam variações positivas nas principais comparações, enquanto os pesados ainda registram resultados negativos no ano e em 12 meses. Essa diferença reforça a importância de acompanhar os segmentos separadamente, porque eles podem responder de forma diferente ao ambiente econômico e à dinâmica de mobilidade”, afirma.
Entre os elementos que ajudam a compor o contexto do tráfego leve está a evolução recente do mercado de trabalho. No segundo trimestre de 2026, a taxa de desocupação no Rio Grande do Sul, divulgada pelo IBGE via PNAD Contínua Trimestral, ficou em 4,2%, enquanto o rendimento médio real cresceu 5,2% em relação ao mesmo período de 2025. Os indicadores descrevem um mercado de trabalho relativamente favorável e ajudam a compor o pano de fundo econômico favorável para os deslocamentos e viagens das famílias.
No transporte de cargas, o contexto é mais heterogêneo. Dados de emprego formal mostram diferenças entre os setores, com crescimento dos serviços e retrações na indústria e no comércio no acumulado de 12 meses até julho. O calendário agrícola também ajuda a compor essa leitura: no início de setembro, parte significativa das lavouras de trigo ainda estava nas fases de desenvolvimento, floração e enchimento de grãos, antes da etapa mais intensa de colheita e escoamento. Episódios de instabilidade climática, incluindo granizo e vendavais, também provocaram impactos localizados em áreas produtoras. Esses fatores podem afetar pontualmente a dinâmica logística, mas não é possível mensurar sua contribuição para o resultado do índice.
“Os resultados recomendam uma leitura separada de leves e pesados. O tráfego leve cresce nas comparações mensal, anual e acumuladas, enquanto os pesados permanecem negativos em alguns dos horizontes mais longos. Nos próximos meses, será importante observar se essa diferença entre os segmentos persiste ou se os resultados passam a convergir”, diz Fontes.
Além do comportamento do tráfego, os dados mais recentes da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), compilados pelo Monitor de Preços nas Rodovias, mostram que o Rio Grande do Sul tinha 8.661.672 veículos em agosto de 2026, o equivalente a 6,5% da frota nacional. O total cresceu 0,2% no mês, 1,6% no acumulado do ano e 2,5% nos últimos 12 meses.Os automóveis representam 57,6% da frota estadual, seguidos por motocicletas (14,7%), caminhonetes (8,3%) e camionetas (4,9%). Os veículos movidos exclusivamente a gasolina correspondem a 43,8% do total, enquanto os que utilizam gasolina e etanol representam 38,4%. O diesel responde por 9,2% da frota, e os veículos elétricos ou híbridos, por 0,6%.A idade média da frota gaúcha é de 20,9 anos. Veículos com mais de 20 anos representam 41,9% do total, enquanto 12,5% foram fabricados nos últimos cinco anos.
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Sobre a Veloe
A Veloe é uma empresa de mobilidade e gestão de frotas e frete da holding Elopar, controlada pelo Banco do Brasil e Bradesco. Nascemos para tornar o deslocamento mais fluido e a gestão de abastecimento mais eficiente. Com ampla aceitação em todas as rodovias pedagiadas do país e em mais de 30.000 estabelecimentos, entre postos, estacionamentos e oficinas, a companhia conta com parceiros estratégicos para oferecer MaaS (Mobility as a Service) como C6 Bank, BV, Banrisul, Cartões Elo e Banestes. Com a unidade de negócios Veloe Go, a empresa oferece soluções completas de gestão de frota e frete para o segmento de transporte e logística, focadas em reduzir a burocracia e aumentar a rentabilidade de empresas e caminhoneiros autônomos. Referência no setor, a marca divulga mensalmente o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, em parceria com a Fipe, gerando dados estratégicos para a tomada de decisões para o futuro da mobilidade no Brasil.
Fonte: Imprensa – FSB
Foto: Grupo RSA de Comunicação / Rádio Sananduva Ltda