O governo do Estado, por meio da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), divulgou, nesta sexta-feira (23/01), o sétimo boletim do Programa Balneabilidade temporada 2025/2026. Os resultados são referentes às coletas realizadas nos dias 19 e 20 de janeiro de 2026 nos 96 pontos monitorados em praias e balneários do Rio Grande do Sul.
Conforme os resultados do Boletim 7, são oito os pontos impróprios para banho. Além dos seis locais considerados impróprios pelo Boletim 6, somam-se à lista o Balneário Passo do Verde, em Santa Maria, e a Praia do Pinvest, em Tapes.
Locais impróprios para banho nesta semana (Município — Balneário/Praia)
Sétimo boletim do Programa Balneabilidade 2025/2026
O ponto de coleta da Lagoa Peixoto, em Osório, apresentou alto índice de cianobactérias (218.471 células/ml — o limite é 50.000), o que indica condições de eutrofização (excesso de nutrientes). Além do local estar impróprio ao banho, os gêneros predominantes de microrganismos (Aphanizomenon sp.; Microcystis sp.; Aphanocapsa sp.) são potenciais produtores de toxinas, e a exposição a essa água pode levar a intoxicações agudas ou crônicas.
O Programa
O Balneabilidade, que determina se um local está próprio ou impróprio para banho, é executado pela Fepam, com o apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep). O programa monitora 96 pontos de praias e balneários de 45 municípios do Estado do RS. Este ano, passaram a receber coleta e análise a Lagoa Rondinha, no município de Balneário Pinhal; o Parque Náutico, em Capão da Canoa; e o Balneário Klérfim Cardoso, na cidade de Piratini.
A divulgação dos resultados acontece sempre às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam, nas placas fixadas em praias e balneários nos locais de divulgação e no webaplicativo do Balneabilidade. Os boletins serão divulgados até 27 de fevereiro. O projeto é realizado anualmente pela Fepam desde 1979, integrando a Operação Verão Total, desenvolvida pelo governo do Estado do RS.
Classificação das águas
Para a classificação das águas como próprias ou impróprias para banho, utilizam-se parâmetros de Escherichia coli (E.coli), observando os critérios definidos pelas resoluções Conama nº 274/2000 e nº 357/2005.
Nos balneários de Pelotas; Tapes; na Lagoa do Peixoto, em Osório; na Praia da Barrinha, em São Lourenço do Sul; na Praia da Picada, em Barra do Ribeiro; e em Arambaré também são consideradas as cianobactérias.
Como é feita a análise
O resultado de cada boletim está condicionado a cinco semanas anteriores de monitoramento. Se, ao longo desse período, duas ou mais amostras do conjunto apresentarem resultado superior a 800 para E.coli ou, ainda, se a amostra mais recente das cinco avaliadas apresentar resultado maior que 2.000 para E.coli, o ponto será classificado como impróprio. O mesmo ocorre se a contagem de cianobactérias extrapolar 50.000 células.
Recomendações aos banhistas
Texto: Cassiano Cavalheiro e João Pedro Flores/Ascom Fepam / Edição: Secom
Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Foto: Grupo RSA de Comunicação / Rádio Sananduva Ltda